A gravidade atrai os corpos
Sexta-feira, 8 de Abril de 2005
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Sou assim. Venho aqui à tua procura.
Como se fosse este o refúgio onde ainda pudesse encontrar-te nas horas de desejo.
Penso que poderia guardar para mim estes sintomas. Quando penso.
Mas agora não penso muito.
Também não sigo os impulsos. Deixo-os adormecer. Fingindo que não importa.
É isso o que acabo por fazer. Procurar em mim um refúgio para o que não pode ser.
Estranho as palavras. Fluxos de intenções e de humores.
Fluxos de luz e de sombras. Restos de coisas fugidias.

Ontem, de manhã, uma notícia na rádio que falava de afectos e de amizades comoveu-me desproporcionadamente.
Como a água ao lume que calmamente não ferve mas explode ao primeiro grão de sal.

Somos seres estranhos.
Equilibrados apenas em longos fios que dão o prazer de nos sentirmos voar.
E sentimos.
Mas às vezes vem o tempo e rouba-nos, por instantes, o brilho dos olhos.


publicado por prólogo às 22:51
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1 comentário:
De Anónimo a 8 de Agosto de 2005 às 16:52
Gosto de me ver nos teus olhos alados.Elipse
</a>
(mailto:Elipse2@hotmail.com)


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