A gravidade atrai os corpos
Sexta-feira, 22 de Abril de 2005
Demonstração

Nem sempre apetece ouvir a verdade.
Quase sempre porque a verdade é incómoda.
Mas nem sempre é por isso.
Porque a verdade é sempre incómoda.
E se fosse por ser incómoda quereríamos sempre não ouvir a verdade.

Quase nunca apetece ouvir a verdade.
E quando ouvimos a verdade nunca a aceitamos.
Embora nunca saibamos se é verdade o que ouvimos.
Porque a verdade nunca é total.
E uma verdade que não é total nunca nos convence.

Sempre que ouço uma verdade protejo-me.
Faço sempre como se não a ouvisse.
Olho sempre para o ar, fico distraído a olhar para o céu.
Porque uma verdade parece sempre verdade.
E sempre tive desgosto das aparências.

Não, nunca perco tempo com uma verdade.
Afasto-me como se nunca me tivesse interessado.
E nunca me interessou, de facto, a verdade.
Porque a verdade nunca interessa a ninguém.
E nunca fez parte de nada importante na história.

Sempre que vejo uma aparência de verdade recuo.
Nunca fico à espera que me atinja.
Confio sempre que será a última vez.
E nunca mais sofrerei por tal coisa.

amm


publicado por prólogo às 21:56
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1 comentário:
De Anónimo a 8 de Agosto de 2005 às 16:41
Nunca confies na verdade. Nem na que ouves nem na que pronuncias.Tudo o que é importante é a incoerência e dado que a incoerência é a verdade única, nem ela merece confiança. Nada a fazer!Elipse
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(mailto:elipse2@hotmail.com)


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